Quarta-Feira, 7 de Janeiro de 2009  
 

 

 

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Coberturas Provisórias WEMOtechnik
Igreja Matriz de Caminha
(Março de 2002)

Montagem de uma Cobertura Provisória
 
O nosso Departamento de Andaimes integra equipas especializadas na montagem de estruturas de apoio e Coberturas provisórias sistema Layher. Para o efeito, todos os estudos e projectos são realizados pelo nosso Departamento Técnico.

Todos as condicionantes e pormenores de montagem são ponderadamente estudados, e face às situações mais complexas, soluções eficazes são encontradas. Mesmo quando o grau de especificação é elevado, as soluções que a experiência, aliada à elevada qualidade e versatilidade do material utilizado, permitem responder com eficácia.

Exemplo mais recente deste tipo de realizações, é a Cobertura Provisória sobre a Igreja Matriz de Caminha, que a Wemotechnik realizou, em Março de 2002.

Trata-se da primeira Cobertura Provisória deste tipo (sistema “Cassete” da Layher) montada em Portugal.

Outras coberturas provisórias foram e estão montadas no nosso país, por diversas empresas e em diferentes sistemas, mas, regra geral, sem resultados satisfatórios em termos de estanqueidade, resistência a ventos, rapidez e eficácia de montagem e desmontagem. Nestes requisitos, contrariamente às demais, as coberturas Layher respondem com plena eficácia, o que as coloca assumidamente em primeiro lugar no respeitante a este tipo de coberturas, na linha de reconhecida qualidade, fiabilidade e segurança dos produtos Layher, líder do mercado.

A obra em questão salienta-se das restantes congéneres pelo seu elevado grau de especificação no respeitante a restrições de apoio directo ao edifício para estabilização da estrutura de cobertura, além de diversas outras complexas condicionantes técnicas.


Nenhuma fixação por ancoragem foi realizada ao edifício, pelo
que o andaime estabilizador de cobertura teve de ser, ele próprio, estabilizado com contrafortes, armados também em andaime sistema Layher Allround, encontrando-se o sistema estrutural de andaime estabilizador e cobertura totalmente independente da edificação, situação absolutamente invulgar neste tipo de Coberturas, designadamente respeitando à área de cobertura em questão e à altura a que se desenvolve.

Por entre os contrafortes do andaime estabilizador da cobertura, que foram realizados em malha tridimensional de largura variável entre apenas 2,57 m e 3,80 m, existe viabilidade de circulação de veículos na rua, a Sul da Igreja, e mesmo, acesso a uma garagem particular.

A cobertura foi dotada de caleira de recolha de águas pluviais com respectivos tubos condutores, bem como de guarda corpos duplos, antiqueda, ao longo dos beirais.


Sucinta Ficha Técnica da Obra

 
- Área total de Cobertura: c.a. 1300 m2
- Inclinação da Cobertura: 11º
- Altura de Beiral: a 18 m do solo
- Altura da Cumieira: a 22 m do solo
- Vãos entre apoios: 21,10m e 33,50 m
- Andaime estabilizador e Contrafortes: Andaime Layher Allround
- Volume de andaime estabilizador: c.a. de 8500 m3
- Prazo de Montagem Andaime estabilizador: 2 semanas
- Prazo de montagem Cobertura Provisória: 1 semana


Equipe de Montagem

 
1 Chefe de Equipa (Wemotechnik)
5 Montadores (Wemotechnik)

Meios Técnicos Auxiliares de elevação
 
Grua Liebherr 130 Ton


Particularidades
 
- Sem qualquer ancoragem ao edifício.
- Trânsito e acesso a garagem particular por entre os contrafortes e andaime estabilizador
- Peso Próprio total da estrutura e cobertura: aprox. 120.000 Kg
- N.º de prumadas ao solo: 138


Sequência de montagem de uma Cobertura Provisória Wemotechnik

 

     

   
1. Inicia-se a montagem pela construção de um sistema de andaime estabilizador em andaime multidireccional sistema Layher Allround.     2. A montagem é realizada seguindo todas as normas de segurança, designadamente, não dispensando o uso de arnês individual. A precisão de alinhamento e nivelamento é absolutamente fundamental para as fases sequentes de montagem.
 
 

 

     


   
3. O andaime estabilizador completa-se com a colocação dos apoios próprios para a ligação da Cobertura Provisória e com a verificação de aperto de todas as cunhas de aperto do sistema Layher Allround.     4.  As estruturas de cobertura são montadas no solo, armando um conjunto de duas vigas principais (asnas) com as respectivas vigas de união transversal (tarugos) e colocando desde logo as chapas de cobertura, fundamentais para o contraventamento da estrutura, completando uma “cassete” de telhado Layher.
 
 

 

     


   
5.   A fixação das chapas de cobertura Layher às vigas de cobertura é realizada por simples colocação e afinação de cunhas de aperto. Desta forma, após concluída a montagem, qualquer chapa de cobertura pode ser desmontada e remontada para efeitos de passagem de materiais, apenas com um martelo, e mediante a manipulação de quatro cunhas como a acima retratada. Existem chapas especiais dotadas de alçapão para efeito de acesso à parte superior da cobertura provisória desde a sua parte inferior, bem como chapas translúcidas, também aplicadas nesta obra.
 
    6.  As “cassetes” de cobertura pré montadas no solo, são elevados por meios mecânicos auxiliares, através de autogru adaptada às circunstâncias do local, designadamente, distância de trabalho e peso das estruturas, de acordo com os vãos em montagem.
 

 

     


   
7. Enquanto decorre a elevação da “cassete” pronta, no solo, uma outra se vai montando, sequenciando o trabalho.     8. A “cassete” de cobertura é levada ao local definitivo sobre a estrutura estabilizadora, sendo realizadas as respectivas prisões por um montador, de cada lado do andaime estabilizador. Esta fixação aos cabeçotes de apoio é realizada por uma cunha de pressão, reforçada com golpilha de segurança, e o seu aperto definitivo realiza-se apenas com um martelo.
 
 

 

     


   
9. Outro aspecto da elevação e colocação da “cassete”: Os montadores que aguardam a estrutura, para a fixar estarão seguros com o a linha de vida do seu arnês fixada ao andaime através de mosquetão de segurança.     10. Momento de apoio da “cassete” Layher sobre o cabeçote do andaime estabilizador, c.a. de três minutos após a sua elevação do solo: os montadores colocam as cunhas de fixação e as respectivas golpilhas de segurança. A primeira “cassete” está colocada.
 
 

 

     


   
11. Colocadas de forma intercalada, as “cassetes” carecem do preenchimento dos espaços intermédios entre elas com chapas Layher, que serão posteriormente posicionadas. Para o efeito, grupos de chapas são colocados pela autogrua sobre a cobertura, e com recurso a ferramentas próprias (bastões de montagem Layher), os espaços intermédios são revestidos. Este trabalho realiza-se dos beirais para a cumieira, que é a última peça a colocar.
 
    12. Aspecto do preenchimento dos vãos intermédios, do beiral para a cumieira, completando a cobertura.
 

 

     


   
13. Aspecto da obra praticamente terminada, antes da colocação de caleiras de recolha de águas pluviais e respectivos condutores, dos guarda corpos duplos ao longo do desenvolvimento do beiral, bem como rede de protecção no andaime estabilizador e contrafortes.     14. Dois outros aspectos da obra, incluindo uma vista sobra a parte inferior da cobertura, ao nível do nicho do sino da torre sineira, colocando em evidência a viga longitudinal de suporte das asnas de cobertura que, nesse sector, não apoiam directamente em andaime estabilizador, (outra característica técnica peculiar desta obra), bem como, na imagem inferior, as plataformas balançadas para acesso aos diversos níveis da cobertura da igreja, incluindo a parte superior da cobertura provisória.
       


WEMOtechnik, Montagem de Equipamentos para a Construção Civil, Lda.
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