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Coberturas Provisórias
WEMOtechnik
Igreja Matriz de
Caminha
(Março de 2002)
Montagem de uma Cobertura Provisória
O nosso Departamento de Andaimes integra equipas especializadas na
montagem de estruturas de apoio e Coberturas provisórias sistema
Layher. Para o efeito, todos os estudos e projectos são realizados
pelo nosso Departamento Técnico.
Todos as condicionantes e pormenores de montagem são ponderadamente
estudados, e face às situações mais complexas, soluções eficazes são
encontradas. Mesmo quando o grau de especificação é elevado, as
soluções que a experiência, aliada à elevada qualidade e
versatilidade do material utilizado, permitem responder com
eficácia.
Exemplo mais recente deste tipo de realizações, é a Cobertura
Provisória sobre a Igreja Matriz de Caminha, que a Wemotechnik
realizou, em Março de 2002.
Trata-se da primeira Cobertura Provisória deste tipo (sistema
“Cassete” da Layher) montada em Portugal.
Outras coberturas provisórias foram e estão montadas no nosso país,
por diversas empresas e em diferentes sistemas, mas, regra geral,
sem resultados satisfatórios em termos de estanqueidade, resistência
a ventos, rapidez e eficácia de montagem e desmontagem. Nestes
requisitos, contrariamente às demais, as coberturas Layher respondem
com plena eficácia, o que as coloca assumidamente em primeiro lugar
no respeitante a este tipo de coberturas, na linha de reconhecida
qualidade, fiabilidade e segurança dos produtos Layher, líder do
mercado.
A obra em questão salienta-se das restantes congéneres pelo seu
elevado grau de especificação no respeitante a restrições de apoio
directo ao edifício para estabilização da estrutura de cobertura,
além de diversas outras complexas condicionantes técnicas.
Nenhuma fixação por ancoragem foi realizada ao edifício, pelo que o
andaime estabilizador de cobertura teve de ser, ele próprio,
estabilizado com contrafortes, armados também em andaime sistema
Layher Allround, encontrando-se o sistema estrutural de andaime
estabilizador e cobertura totalmente independente da edificação,
situação absolutamente invulgar neste tipo de Coberturas,
designadamente respeitando à área de cobertura em questão e à altura
a que se desenvolve.
 
Por entre os contrafortes do andaime estabilizador da cobertura, que
foram realizados em malha
tridimensional de largura variável
entre
apenas 2,57 m e 3,80 m,
existe viabilidade de circulação de veículos
na rua, a Sul da Igreja, e mesmo, acesso a uma garagem particular.
A cobertura foi dotada de caleira de recolha de águas pluviais com
respectivos tubos condutores, bem como de guarda corpos duplos,
antiqueda, ao longo dos beirais.
Sucinta
Ficha Técnica da Obra
- Área total de Cobertura: c.a. 1300 m2
- Inclinação da Cobertura: 11º
- Altura de Beiral: a 18 m do solo
- Altura da Cumieira: a 22 m do solo
- Vãos entre apoios: 21,10m e 33,50 m
- Andaime estabilizador e Contrafortes: Andaime Layher Allround
- Volume de andaime estabilizador: c.a. de 8500 m3
- Prazo de Montagem Andaime estabilizador: 2 semanas
- Prazo de montagem Cobertura Provisória: 1 semana
Equipe de Montagem
1 Chefe de Equipa (Wemotechnik)
5 Montadores (Wemotechnik)
Meios Técnicos Auxiliares de
elevação
Grua Liebherr 130 Ton
Particularidades
- Sem qualquer ancoragem ao edifício.
- Trânsito e acesso a garagem particular por entre os contrafortes e
andaime estabilizador
- Peso Próprio total da estrutura e cobertura: aprox. 120.000 Kg
- N.º de prumadas ao solo: 138
Sequência de montagem
de uma Cobertura Provisória Wemotechnik
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1.
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Inicia-se a montagem pela construção de um sistema de
andaime estabilizador em andaime multidireccional sistema
Layher Allround. |
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2.
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A montagem é realizada seguindo todas as normas de
segurança, designadamente, não dispensando o uso de arnês
individual. A precisão de alinhamento e nivelamento é
absolutamente fundamental para as fases sequentes de
montagem.
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3.
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O andaime estabilizador completa-se com a colocação dos
apoios próprios para a ligação da Cobertura Provisória e com
a verificação de aperto de todas as cunhas de aperto do
sistema Layher Allround. |
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4.
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As estruturas de cobertura são montadas no solo, armando um
conjunto de duas vigas principais (asnas) com as respectivas
vigas de união transversal (tarugos) e colocando desde logo
as chapas de cobertura, fundamentais para o contraventamento
da estrutura, completando uma “cassete” de telhado Layher.
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5.
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A fixação das chapas de cobertura Layher às vigas de
cobertura é realizada por simples colocação e afinação de
cunhas de aperto. Desta forma, após concluída a montagem,
qualquer chapa de cobertura pode ser desmontada e remontada
para efeitos de passagem de materiais, apenas com um
martelo, e mediante a manipulação de quatro cunhas como a
acima retratada. Existem chapas especiais dotadas de alçapão
para efeito de acesso à parte superior da cobertura
provisória desde a sua parte inferior, bem como chapas
translúcidas, também aplicadas nesta obra.
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6.
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As “cassetes” de cobertura pré montadas no solo, são
elevados por meios mecânicos auxiliares, através de autogru
adaptada às circunstâncias do local, designadamente,
distância de trabalho e peso das estruturas, de acordo com
os vãos em montagem. |
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7.
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Enquanto decorre a elevação da “cassete” pronta, no solo,
uma outra se vai montando, sequenciando o trabalho. |
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8.
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A “cassete” de cobertura é levada ao local definitivo sobre
a estrutura estabilizadora, sendo realizadas as respectivas
prisões por um montador, de cada lado do andaime
estabilizador. Esta fixação aos cabeçotes de apoio é
realizada por uma cunha de pressão, reforçada com golpilha
de segurança, e o seu aperto definitivo realiza-se apenas
com um martelo.
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9.
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Outro aspecto da elevação e colocação da “cassete”: Os
montadores que aguardam a estrutura, para a fixar estarão
seguros com o a linha de vida do seu arnês fixada ao andaime
através de mosquetão de segurança. |
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10.
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Momento de apoio da “cassete” Layher sobre o cabeçote do
andaime estabilizador, c.a. de três minutos após a sua
elevação do solo: os montadores colocam as cunhas de fixação
e as respectivas golpilhas de segurança. A primeira
“cassete” está colocada.
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11.
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Colocadas de forma intercalada, as “cassetes” carecem do
preenchimento dos espaços intermédios entre elas com chapas
Layher, que serão posteriormente posicionadas. Para o
efeito, grupos de chapas são colocados pela autogrua sobre a
cobertura, e com recurso a ferramentas próprias (bastões de
montagem Layher), os espaços intermédios são revestidos.
Este trabalho realiza-se dos beirais para a cumieira, que é
a última peça a colocar.
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12.
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Aspecto do preenchimento dos vãos intermédios, do beiral
para a cumieira, completando a cobertura. |
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13.
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Aspecto da obra praticamente terminada, antes da colocação
de caleiras de recolha de águas pluviais e respectivos
condutores, dos guarda corpos duplos ao longo do
desenvolvimento do beiral, bem como rede de protecção no
andaime estabilizador e contrafortes. |
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14.
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Dois outros aspectos da obra, incluindo uma vista sobra a
parte inferior da cobertura, ao nível do nicho do sino da
torre sineira, colocando em evidência a viga longitudinal de
suporte das asnas de cobertura que, nesse sector, não apoiam
directamente em andaime estabilizador, (outra característica
técnica peculiar desta obra), bem como, na imagem inferior,
as plataformas balançadas para acesso aos diversos níveis da
cobertura da igreja, incluindo a parte superior da cobertura
provisória. |
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